domingo, 20 de fevereiro de 2011

IL CAPPELLO DI PAGLIA DI FIRENZE

Farsa musical em quatro actos e cinco quadros
Libreto de Nino e Ernesta Rota baseado na peça Le chapeau de paille d'Italie de Eugène Labiche e Marc Michel
Estreia absoluta: Teatro Massimo em Palermo a 21 de Abril de 1955

Direcção Musical João Paulo Santos

Encenação Fernando Gomes
Cenografia João Mendes Ribeiro
Figurinos Rafaela Mapril
Desenho de Luz Paulo Sabino

Orquestra Sinfónica Portuguesa
Coro do Teatro Nacional de São Carlos

Nova produção
TNSC

INTÉRPRETES.Fadinard, jovem rico Mário João Alves
Nonacourt, agricultor José Fardilha
Beaupertuis Luís Rodrigues
Lo zio Vezinet, surdo Carlos Guilherme
Emilio, tenente João Merino
Felice, ajudante de Fadinard Marco Alves dos Santos
Elena, filha de Nonancourt Lara Martins
Anaide, esposa de Beauperluis Dora Rodrigues
A modista Ana Franco
A Baronesa de Champigny Maria Luísa de Freitas

O nome de Nino Rota está associado à composição musical para cinema na Itália do pós-guerra, sobretudo com as parcerias efectuadas com Federico Fellini.

A sua produção musical abarcou, no entanto, vários géneros musicais apresentados desde a sala de concertos ao teatro de ópera, marcados por uma estética e processos de composição ecléticos.

Nino Rota iniciou a composição da farsa em quatro actos, Il cappello di paglia di Firenze, em 1945, terminando apenas em 1955 devido à pressão exercida por Simone Cuccia, director do Teatro Massimo em Palermo. A estreia da ópera foi um sucesso estrondoso e imediato, tendo circulado por toda a Itália e estrangeiro, recebendo sempre boas críticas.

O enredo assenta num episódio cómico, centrado na personagem Fadinard, um jovem nubente que, no dia da sua boda com a amada Elena, se vê aflito porque o seu cavalo comeu o chapéu de palha de Anaide enquanto esta se encontrava com o amante Emilio. Receosa de que seu marido, Sr. Beaupertuis desconfiasse, exigiu um chapéu igual. Fadinard inicia a busca, que o leva à casa da baronesa de Champigny, onde vários mal entendidos o conduzem à residência da Sra. Beaupertuis, que descobre ser Anaide, colocando em risco a sua boda. Tudo termina bem quando o tio surdo do protagonista lhe oferece como prenda de casamento um chapéu de palha, salvando a boda.

Destaca-se desta farsa a habilidade no tratamento da instrumentação e o sentido dramatúrgico do compositor e co-autor do libreto, conseguindo um equilíbrio entre o dinamismo e unidade que se apoia numa estrutura que evoca o vaudeville, a ópera buffa e a opereta.



Texto, Pedro Russo Moreira

1 comentário:

albina disse...

Parabéns sobrinho. Continua a ser igual a ti próprio.
" Cresci numa família que se reunia todos os
fins-de-semana para convívio e onde se cantava
muito " (...)
Que saudades João...Bons tempos...
Um grande beijinho e que a tua vida seja um sucesso contínuo.
Beijinhos
( Ti Bina )