quarta-feira, 22 de julho de 2009
HENRY PURCELL
PALÁCIO DE BELÉM
FICHA TÉCNICA
Ópera trágica em três actos.
Libreto de Nahum Tate segundo a peça teatral Brutus of Alba do próprio, e A Eneida de Vergílio.
Estreia absoluta
Colégio Interno para Raparigas em Chelsea (Londres) de Josias Priest em 1689.
Estreia em Portugal
Teatro Nacional de São Carlos a 25 de Novembro de 1995.
Direcção Musical Geoffrey Styles
Encenação André Heller-Lopes
Cenografia e Figurinos Rita Pereira
Desenho de Luz Pedro Martins
Orquestra Sinfónica Portuguesa
Coro do Teatro Nacional de São Carlos
Nova produção | Co-produção
Teatro Nacional de São Carlos | Presidência da República
INTÉRPRETES
Dido / Elissa, Rainha de Cartago Ana Franco
Belinda, irmã de Dido Raquel Alão
Aeneas, Príncipe troiano João Merino
Maga João de Oliveira
2.º Mulher / Primeira Bruxa Ana Serôdio
Segunda Bruxa / Espírito sob a forma do deus Mercúrio Cátia Moreso
Marinheiro Marco Alves dos Santos
Com a participação especial de Glória de Matos
SINOPSE
Produção apresentada ao ar livre, nos Jardins do Palácio de Belém é um espectáculo que pretende assinalar a conclusão dos trabalhos de reabilitação do Jardim da Cascata do Palácio da Presidência.
Glória de Matos, conceituada artista portuguesa, fará parte deste projecto com a declamação da célebre Cantata de Dido, de Pedro António Correia Garção, no início do espectáculo. Um dos sonetos mais conhecidos da língua portuguesa, Alma Minha Gentil Que Te Partiste, de Luis de Camões, será também interpretado pela actriz no final.
Dido and Aeneas é uma ópera trágica em três actos e um prólogo, com libreto de Nahum Tate, e é considerada a única grande obra de teatro musical em inglês antes das óperas de Benjamin Britten, no século XX. A história baseia-se no IV Canto da «Eneida», do épico latino Vergílio. A acção desenrola-se ao longo de um dia, retratando o drama da rainha Dido, que se enamora de Aeneas e se vê abandonada, em detrimento da epopeia que o príncipe troiano está vaticinado a viver.
sábado, 4 de julho de 2009
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quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
Evil Machines: World first
"A brilliant opera, brilliantly directed and brilliantly performed." (in Pythonline, 14.01.2008)

"Doze excelentes cantores, o maestro Cesário Costa e a Orquestra Metropolitana de Lisboa contribuíram decisivamente para o sucesso musical e teatral destas Evil Machines, revelando o melhor desta fantasia musical de Luís Tinoco e Terry Jones, um trabalho colectivo com 17 representações. Caso raro no teatro musical em Portugal." (in Público, 16.01.2008)

Uma da estrelas dos Monty Python, Terry Jones, está em Portugal para apresentar a estreia mundial de "Evil Machines".
A produção é de autoria conjunta do britânico com o compositor português Luís Tinoco e partiu de um desafio lançado pelo próprio São Luiz. O espectáculo conta ainda com a presença da Orquestra Metropolitana de Lisboa, sob a direcção do maestro Cesário Costa. Em "Evil Machines" participam também Vin Burnham e Paulo Ribeiro.
A primeira é uma conceituada figurinista detentora de vários prémios e autora de figurinos como os de "Batman", "Catwoman", "O quinto elemento", "Tiros certeiros" ou "História interminável 3". O segundo é um reconhecido coreógrafo português e director artísticos do Teatro Viriato.

Em "Evil Machines", as máquinas ganham vida. A sinopse escrita pelo próprio Terry Jones, abre com essa premissa "Num mundo em que as máquinas e os humanos podem comunicar entre si e partilhar as mesmas esperanças e aspirações, certas máquinas têm uma agenda diferente. O melhor Aspirador do Mundo quer dominar sobre tudo e todos".

O espectador é, pois, confrontado com uma trama em que os actores estão enfiados dentro de máquinas como aspiradores, fogões, batedeiras, parquímetros, despertadores, telefones, controlos remotos, máquinas de secar, motorizadas Vespa ou bombas de gasolina.
O enredo gira em torno da sede de poder de um inventor (que mais tarde se revelará um robot) que vive numa nuvem de ferro e que estabelece um plano para dominar o mundo através de um exército de máquinas com que tenciona substituir os humanos. As suas intenções acabam por encontrar algumas resistências e, depois de muitas peripécias, acaba (o robot)por ceder perante o pedido da senhora Morris, por quem estava apaixonado.

No final, triunfa, claro, o amor e as máquinas parecem ter coração um despertador declara, também, a sua paixão a uma batedeira.
Grande parte dos diálogos são cantados - e toda a peça é falada na língua de Shakespeare, não obstante os actores serem portugueses. (...)
A música, tocada em tempo real pela Orquestra Metropolitana de Lisboa, resulta em pleno e confere um ritmo dramático à acção. Pelo meio, ouvem-se efeitos de sonoplastia.
A peça (...) estará em cena até dia 3 de Fevereiro, às terças,quartas, sextas e sábados às 21 horas. Aos domingos, haverá sessões às 17.30 horas.

No dia 27, domingo, haverá uma sessão especial com interpretação em linguagem gestual. O preço dos bilhetes varia entre os 5 euros (para menores de 30 anos) e os 30 euros (1.ª plateia).
Entretanto, recorde-se que os fãs dos Monty Python podem ainda assistir ao "Best of Monty Python", durante dois sábados deste mês, no Jardim de Inverno do São Luiz.
No dia 19, as escolhas dos sketches da famosa trupe cómica serão da responsabilidade de Ricardo Araújo Pereira e Nuno Artur Silva. No sábado seguinte, dia 26, será a vez de Nuno Rogeiro. Sempre às 18.30 horas. A entrada é livre.

Luís Tinoco, Música/Music
Terry Jones, Libreto e Encenação/ Libretto and Direction
Vin Burnham, Figurinos/Costumes
Paulo Ribeiro, Coreografia/Coreography
Hernani Saúde, Cenografia, Sets
Nuno Meira, Desenho de Luz/Lights
José Luís Ferreira, Desenho de som, sonoplastia/Sound
Cesário Costa, Direcção Musical/Musical Direction

Interpretação/Interpretation (por ordem alfabética): Ana Paulo Russo, Ana Quintans, Carla Simões, Fernando Guimarães, João Oliveira, João Martins, João Merino, José Lourenço, Marco Alves dos Santos, Mário Redondo, Raquel Camarinha, Sara Braga Simões.
Orquestra Metropolitana de Lisboa
sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
Turismo Infinito

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| 3ª a SÁB. 21h30 DOM. 16h00 “Sou a cena viva onde passam vários actores representando várias peças.” A frase que Bernardo Soares escreve pelo punho de Fernando Pessoa é uma das muitas epígrafes possíveis de Turismo Infinito, espectáculo em que Ricardo Pais dobra a esquina de diversas sínteses, empreendendo uma viagem ao fulgurante universo de Fernando Pessoa. O impressivo dispositivo cénico concebido por Manuel Aires Mateus figura a psyche de Pessoa, “porto infinito” onde chegam ou de onde partem o guarda-livros Bernardo Soares, o histérico e futurista Álvaro de Campos, o interseccionista “Fernando Pessoa” e o bucólico mestre Alberto Caeiro. Também Ofélia Queirós – a mulher com quem o poeta teve o único envolvimento amoroso conhecido – é convocada pela dramaturgia finamente urdida por António M. Feijó, que supera a redutora clivagem entre “vida” e “obra”, e põe em relevo alguns ritmos maiores do universo Pessoa. De novo com João Reis no elenco quase residente do TNSJ, mas também com a inspirada inventividade de colaboradores que o acompanham desde 2003, Ricardo Pais experimenta a performatividade da(s) escrita(s) de Pessoa, tecendo um poderoso enredo de estímulos auro-visuais e pondo-nos em contacto com a obra de um homem que, de modo heróico, pretendeu – e conseguiu – “introduzir beleza no mundo”.
COM JOÃO REIS | EMÍLIA SILVESTRE | PEDRO ALMENDRA A não perder..... |
